Não sou tanto para dizer a você: irracional! Ninguém é tanto. Diante as circunstâncias, não tenho o direito de dizer que você não compreende, porque ultimamente ninguém tem compreendido coisa alguma. Parece-me que a função primária do homem tem sido a ocupação excessiva. Penso que somos flexíveis a ponto de perdermos os sentidos. E não há sol ou chuva que nos faça parar. Engraçado ... Sol ou chuva! Lembrei que há tempos não tomo um banho de chuva; banho daquela chuva gelada que a gente adora quando é mais novinho. E o sol? Peguei-me ontem, sentada à janela do trabalho, tentando sentir um pouquinho do brilho dourado na pele. Reparou que as fotos tornaram-se apenas memórias distantes? As cartas não chegam mais. As visitas são raridades. Ninguém se dá conta. De certo, temos nos preocupado demasiadamente com as coisas. Com as coisas! Perceba. O relógio está sempre marcando um tempo insuficiente. A adaptar-se, acostuma-se. Aprende-se com uma facilidade descomunal. Deu-se a largada da corrida (.) onde todos buscam alcançar (não se sabe o que, exatamente). Uma busca por algo que compense tudo. Os fins justificando os meios. Afastamo-nos, consequentemente, das pessoas, por investirmos tanto tempo para a conquista das coisas. Mas acontece que o tempo passa. Essa pessoa é você. Essa pessoa sou eu. E aquele que acaba de esbarrar no seu braço na calçada. E o outro a quem você acaba de dizer ‘alô’ ao telefone. Perde-se um pouco dos sentidos a cada momento que se cede ao provável, ao previsível; e mais, ao automático. Como disse uma amiga, as pessoas têm deixado despencar o azul, meu bem. Só aceitaria um pedido de desculpas se o azul que levo não despencasse nunca. Sabe do que mais ... Escrevo para recuperar os sentidos. Tem poeira aqui dentro que precisa ser sacudida e eu quero é ver a cor. Escrevendo eu posso sentir as coisas como realmente são. Escrevo porque amo. E para dizer ‘Está tudo bem! Só não percamos os sentidos.’, te escrevo hoje.
domingo, 18 de outubro de 2009
Deixa eu te dizer?
Postado por Laysla F. às 14:11 5 comentários
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Na temporada das flores.
O sentimento que tomou a mim naquele instante talvez não tenha nome, mas senti que fora mais sonho que realidade. Poderia ter sido expressado em sorriso, e muito bem o teria sido, mas não o foi. Em alguma outra vez te falei sobre o choro, de sua motivação em mim. É que o amor vazou os poros, anjo. E dessa vez tão genuinamente como melhor não poderia ter sido.
Sabe das lágrimas? Molharam você e a mim também (...). De certo, dará ainda mais flores nessa terra macia que estamos cuidando, a cada dia, um pouquinho mais. Você ouviu esse choro falar? Os outros não falam; não outros, choros comuns, que não o nosso. Nosso! Vê bem. Ouvi-lo dizer, não sei exatamente se nessa mesma ordem e com as mesmas palavras, ‘Chegamos. Permaneceremos. Te amo! Fique sempre.’. Soaram mais outras tantas coisas, que por uma euforia doce, deixei de ouvir. O que não me preocupa, meu amor. Não me preocupa porque este choro, que não só foi, mas ainda o é, assemelhasse a um rio corrente. Se evapora, volta em chuva. Ainda o veremos, correndo de mim, ou de você, o que é o mesmo.
Fala pra mim, você também ouviu? Se sim... Guarda, amor, toda e qualquer palavra para que, quem sabe, juntas às outras que virão logo, decifrem talvez o que agora parece-nos indecifrável. Palavras ditas pelo choro, que será chuva, já, já, assim como disse antes. Estaremos debaixo dela. E a chuva swingando um ritmo nosso, musicando essa coisa de um em dois (...).
Postado por Laysla F. às 13:04 5 comentários
domingo, 27 de setembro de 2009
Pulsou, minha amiga.
Postado por Laysla F. às 11:41 3 comentários


