domingo, 18 de outubro de 2009

Deixa eu te dizer?


Não sou tanto para dizer a você: irracional! Ninguém é tanto. Diante as circunstâncias, não tenho o direito de dizer que você não compreende, porque ultimamente ninguém tem compreendido coisa alguma.

Parece-me que a função primária do homem tem sido a ocupação excessiva. Penso que somos flexíveis a ponto de perdermos os sentidos. E não há sol ou chuva que nos faça parar. Engraçado ... Sol ou chuva! Lembrei que há tempos não tomo um banho de chuva; banho daquela chuva gelada que a gente adora quando é mais novinho. E o sol? Peguei-me ontem, sentada à janela do trabalho, tentando sentir um pouquinho do brilho dourado na pele.

Reparou que as fotos tornaram-se apenas memórias distantes? As cartas não chegam mais. As visitas são raridades. Ninguém se dá conta. De certo, temos nos preocupado demasiadamente com as coisas. Com as coisas! Perceba. O relógio está sempre marcando um tempo insuficiente. A adaptar-se, acostuma-se. Aprende-se com uma facilidade descomunal. Deu-se a largada da corrida (.) onde todos buscam alcançar (não se sabe o que, exatamente). Uma busca por algo que compense tudo. Os fins justificando os meios. Afastamo-nos, consequentemente, das pessoas, por investirmos tanto tempo para a conquista das coisas. Mas acontece que o tempo passa.

Essa pessoa é você. Essa pessoa sou eu. E aquele que acaba de esbarrar no seu braço na calçada. E o outro a quem você acaba de dizer ‘alô’ ao telefone. Perde-se um pouco dos sentidos a cada momento que se cede ao provável, ao previsível; e mais, ao automático. Como disse uma amiga, as pessoas têm deixado despencar o azul, meu bem. Só aceitaria um pedido de desculpas se o azul que levo não despencasse nunca.

Sabe do que mais ... Escrevo para recuperar os sentidos. Tem poeira aqui dentro que precisa ser sacudida e eu quero é ver a cor. Escrevendo eu posso sentir as coisas como realmente são. Escrevo porque amo. E para dizer ‘Está tudo bem! Só não percamos os sentidos.’, te escrevo hoje.


sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Na temporada das flores.

O sentimento que tomou a mim naquele instante talvez não tenha nome, mas senti que fora mais sonho que realidade. Poderia ter sido expressado em sorriso, e muito bem o teria sido, mas não o foi. Em alguma outra vez te falei sobre o choro, de sua motivação em mim. É que o amor vazou os poros, anjo. E dessa vez tão genuinamente como melhor não poderia ter sido.

Sabe das lágrimas? Molharam você e a mim também (...). De certo, dará ainda mais flores nessa terra macia que estamos cuidando, a cada dia, um pouquinho mais. Você ouviu esse choro falar? Os outros não falam; não outros, choros comuns, que não o nosso. Nosso! Vê bem. Ouvi-lo dizer, não sei exatamente se nessa mesma ordem e com as mesmas palavras, ‘Chegamos. Permaneceremos. Te amo! Fique sempre.’. Soaram mais outras tantas coisas, que por uma euforia doce, deixei de ouvir. O que não me preocupa, meu amor. Não me preocupa porque este choro, que não só foi, mas ainda o é, assemelhasse a um rio corrente. Se evapora, volta em chuva. Ainda o veremos, correndo de mim, ou de você, o que é o mesmo.

Fala pra mim, você também ouviu? Se sim... Guarda, amor, toda e qualquer palavra para que, quem sabe, juntas às outras que virão logo, decifrem talvez o que agora parece-nos indecifrável. Palavras ditas pelo choro, que será chuva, já, já, assim como disse antes. Estaremos debaixo dela. E a chuva swingando um ritmo nosso, musicando essa coisa de um em dois (...).


domingo, 27 de setembro de 2009

Pulsou, minha amiga.


Ganhei um presente que pulsou, dela. Você me fez chorar, Jaya. Um choro docinho. É isso que me surpreende em você. E é essa beleza do mundo que descreveu que conforta-me o coração. Aprendi um bocado com esse presente sereno que recebi de você hoje! Muito, muito obrigada mesmo. Pra agradecer, vão faltar palavras. Tomara que só para agradecer! Meus braços em C e um monte de carinho, deixo.