Sexta-feira, 22 de Maio de 2009

Por trás do que eu não digo.

Você pede: "Fale qualquer coisa!". E me lança olhares fixos de quem pede por algo que o impulsione. Olhares que pedem por um sinal de que está sendo ouvido. E eu não te falo. Eu não te dou. Porque mesmo as coisas mais simples, sim!, as mais simples coisas que diz parecem-me tão inalcançáveis a ponto de silenciar-me; a ponto de tirar-me a coragem de falar o que quer que seja. Surge um medo sutil de borrar as linhas que saem de sua boca com tamanha propriedade, que eu não falo. E não... Eu não pretendo que isso enraize. Sei que não gosta. Sei que espera mais. E ainda que pareça-me tamanho atrevimento, um dia ainda lhe respondo qualquer coisa que, simplesmente, signifique: "Sim, ela ouve. Ela ouve!". Ou mais que isso.


Sexta-feira, 1 de Maio de 2009

Do Chico.

"Quero ficar no teu corpo feito tatuagem, que é pra te dar coragem pra seguir viagem quando a noite vem. (...) Quero brincar no teu corpo feito bailarina que logo se alucina, salta e te ilumina quando a noite vem."

Sábado, 11 de Abril de 2009

Realmente.

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Pelo seu bem e principalmente pelo nosso, peço que veja a mim exatamente como sou. Vista suas lentes e afaste-se da neblina que há nesse ponto tão alto. Quero que reconheça-me sem imagens, sem pintura. Sinta meus cabelos molhados e toque minha alma, nua. Rasgue os tecidos, tire o pó, esfregue seus olhos. Partamos da realidade. Que esse ponto de partida seja tudo o que houver de real, de mais concreto. Talvez não haja devaneio sem que antes haja o palpável, o concreto. O reflexo da nossa realidade é que dá luz aos nossos sonhos. Sonhos esses que não nos remetem a qualquer risco. Nesses sonhos não estaremos sujeitos a nenhuma decepção sequer. Peço a você que não hesite em enxergar e distinguir. Não deixe nunca de me ver! Veja-me e, assim, apaixone-se por mim todos os dias, se o que os seus olhos virem em mim for ainda o que te encanta e o que você quer para sempre.

Sábado, 10 de Janeiro de 2009

Eu sei, é o amor ...

A infinidade dos pensamentos às vezes chega a nos confundir. A pressa como cada sentimento ocupa espaços de tempo nas mentes da gente, assusta, e por mais contraditório que pareça, também é uma pressa que conforta.
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Como acontece sempre, quase 'sem querer', me peguei pensando em nós. Pra ser específica, estive pensando no que eu tenho feito. Fiz um embolado de idéias e mais idéias. Aquelas idéias, das tortas, que costumam nos perseguir sem ter sequer algum motivo. Nessas, dei de cara comigo questionando a minha dedicação em conquistar e reconquistar você em todos, todos os dias.
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Tenho um medo encoberto de não conseguir transmitir o que sinto como eu gostaria. Sempre tive. Porque é tanto, é tanto o que eu sinto. Quem dera eu pudesse ser ... como você. Ter essa naturalidade tão linda que tem comigo. Dela, eu queria um tanto. Da sua dedicação, eu queria outro tanto. Pra poder não falhar contigo, como você não falha.
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É verdade que num amontoado de culpas rasas, chego a quase me entristecer comigo. Olhando praquilo que julgo ter feito de certo e olhando praquilo que insisto em ter feito de errado. Por sorte, existem os momentos. Essa coisa de tempo é mesmo intrigante. Não sei como ele, o tempo, funciona, de fato. Então fico com os momentos. E enquanto eles correm, os sentimentos só vão circulando e circulando aqui dentro.
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Sem mais nem meio mais, já não existe mais nada torto como aquelas idéias ... Só eu, ouvindo as mesmas músicas que sempre significaram tanto, e chorando. Chorando de alegria e amor-demais, por perceber que tenho hoje muito mais do que sempre esperei. Nesses momentos não cabem julgamento ou culpa alguma. Hoje percebo que estou exatamente onde queria estar. O nosso momento é o sempre!
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Ps.: Escrito em 1º de novembro de 2.008.