A infinidade dos pensamentos às vezes chega a nos confundir. A pressa como cada sentimento ocupa espaços de tempo nas mentes da gente, assusta, e por mais contraditório que pareça, também é uma pressa que conforta.
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Como acontece sempre, quase 'sem querer', me peguei pensando em nós. Pra ser específica, estive pensando no que eu tenho feito. Fiz um embolado de idéias e mais idéias. Aquelas idéias, das tortas, que costumam nos perseguir sem ter sequer algum motivo. Nessas, dei de cara comigo questionando a minha dedicação em conquistar e reconquistar você em todos, todos os dias.
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Tenho um medo encoberto de não conseguir transmitir o que sinto como eu gostaria. Sempre tive. Porque é tanto, é tanto o que eu sinto. Quem dera eu pudesse ser ... como você. Ter essa naturalidade tão linda que tem comigo. Dela, eu queria um tanto. Da sua dedicação, eu queria outro tanto. Pra poder não falhar contigo, como você não falha.
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É verdade que num amontoado de culpas rasas, chego a quase me entristecer comigo. Olhando praquilo que julgo ter feito de certo e olhando praquilo que insisto em ter feito de errado. Por sorte, existem os momentos. Essa coisa de tempo é mesmo intrigante. Não sei como ele, o tempo, funciona, de fato. Então fico com os momentos. E enquanto eles correm, os sentimentos só vão circulando e circulando aqui dentro.
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Sem mais nem meio mais, já não existe mais nada torto como aquelas idéias ... Só eu, ouvindo as mesmas músicas que sempre significaram tanto, e chorando. Chorando de alegria e amor-demais, por perceber que tenho hoje muito mais do que sempre esperei. Nesses momentos não cabem julgamento ou culpa alguma. Hoje percebo que estou exatamente onde queria estar. O nosso momento é o sempre!
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Ps.: Escrito em 1º de novembro de 2.008.