domingo, 11 de maio de 2008

Outros laços.



Descobri que me acostumei à presença de laços. Desde quando pequena, o hábito de criar apego pelas pessoas e seus afins, era real. E tão apressado este hábito! Talvez ridiculamente apressado. Existe algo, cá do lado de dentro, que não é inteiro por si só. Um vácuo esperando para ser preenchido. Tal sentimento compara-se a um jogo de quebra-cabeça, onde só se compreende o inteiro depois do encaixe de todas as peças. Assemelha-se a uma corrente que só é formada com mais de um elo. Havia outrora uma simplicidade em lidar com tal sentimento. Certamente porque ainda não tinha reconhecido que esse ‘processo de criar laços’ involuntariamente nascera em mim. Deste modo, as pessoas vinham e iam sem que eu me desse conta do tempo, do espaço, do valor. Hoje, acontece de maneira absurdamente diferente! Se as peças do meu quebra-cabeça uniam-se sem que eu percebesse, hoje ansiosamente espero que cheguem, conto-as uma a uma e anseio por uma compreensão instantânea, que seja clara e aceitável. Recebo os elos dessa tal corrente fantasiosa e uno-os vagarosamente para que eu possa definir o seu peso, flexibilidade e força. Não sei dizer se esta particularidade a qual adotei é sadia. Isto porque quando se perde uma peça, o quebra-cabeça tende a perder o sentido. É onde nasce a dor. Também, a ausência de elos não permite que uma corrente seja formada. Cá dentro é certa a ausência de laços feitos outrora. Laços que se tornaram lembranças que suavemente me sorriem. Tão necessária a presença destes quanto o ar. Se é bom ou ruim, fico com o indefinido. Já é hora de aprender a lidar com estes espaços vazios. Os laços de outros tempos são saudosos. Os que ainda virão, inexplicavelmente são tão saudosos quanto os que já foram. Os de hoje? Que nunca chegue a hora de desfazê-los! É o meu desejo.
-
-
O que vai ficar na fotografia, são os laços invisíveis que havia.
Leoni.

8 comentários:

Paz... disse...

gostei deste teu texto...
é q as vezes eu tbm fico me perguntando sobre alguns laços...

Mary disse...

Gostei muito do teu blog, moça!
Lindas palavras...
Volte no meu quando quiser. Bjinhos.
;)

•Cah disse...

Adoreiii o texto eim...
inspiradíssima hahaha


AMEI O TEU NOME TAMBÉM!
ASSIM QUE VI O SEU NOME EM ALGUM BLOG EU NÃO DEIXEI DE VIR...

MINHA AFILHADA SE CHAMA LAISLA

a mais linda do universo!
\o/

•Cah disse...

Hahaha se vc se enrola pra falar Laisla imagina qndo eu falo o dela inteiro! Laisla Caroline Magalhães!
hahahaahahha

um trava lingua praticamente


PODE DEIXAR QUE SEMPRE VIREI AKI!

Antônio disse...

Laysla, puxa, muito obrigado mesmo pelas palavras e pela sensibilidade. Também voltarei outro dia para ler teus textos com calma, mas tive que vim aqui agradecer pelo carinho a mim, que sou um desconhecido, como tu mesma disseste.
Tenha a certeza que tuas orações já estão surtindo efeito. Obrigado mesmo, de coração, que Deus ilumine muito teu caminho.
Beijão!

Agostinho Lopes disse...

São os laços que constroem as tramas de uma rede...

Qua tua rede seja vasta, duradora e forte!

Rodrigo Rudi de Souza disse...

Suas palavras sempre se acomodam em algum canto de mim para depois despertar o amor ou mais dor, dor bela.

Continue assim !!!

Beijos!!!

Antônio disse...

Guria, esse teu carinho e sensibilidade são fora de série! Muito obrigado pelo que tu tem feito, rezando e torcendo por nós, por se permitir ser uma válvula do amor de Deus e nos ajudar tanto.
Também creio que logo escreverei com minha avó já em casa, feliz da vida, inclusive comentando aqui (ela adora ler meu blog, hehehe). E, daqui a dois anos, teremos as bodas de ouro deles, com certeza!

Beijão, querida, fica com Deus!