quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Olhar para fora.


Havia nela uma ausência de compreensão. Não uma espécie de ausência criada por rebeldia, mas uma ausência tão natural que ocupou uma dimensão tamanha sem que ao menos ela percebesse. Talvez esse tenha sido o estopim de toda a confusão em que se encontrava interiormente. Porque se tivesse descoberto que criara raízes as suas incertezas, a tempo, poderia ter encontrado uma maneira de podar.
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Vira e mexe, e revira volta, via-se sufocada pelos nós acumulados na garganta. De um lado, imersa em suas verdades escondidas em si. Enquanto o outro lado buscava uma resposta. O outro lado buscava todas as respostas. E até a busca lhe era incompreensível.
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Disjunto ao seu estado emocional, sabia-se que se ela olhasse pra fora por um instante, enxergaria uma realidade diferente daquela em que se moldava. Cedo ou tarde ela teria de olhar para fora. Porque quando resolvesse desviar seus olhos de si, reconheceria que de medo e incompreensão, existem inumeráveis vítimas, todos os dias, e o tempo todo. Era só virar-se para ver.

6 comentários:

Camilla disse...

Também me sinto assim de vez em quando...

Beijos

Nadezhda disse...

"Havia nela uma ausência de compreensão".

Há em minha essa ausência. Em todos nós, eu acho. (Não compreender-se é deixar que a vida siga).

(Pelo que entendi não foi sobre isso que você quis dizer, mas me veio isso à cabeça).

Nas fostos da Nina não dão pra ver porque as feridas saram, depois voltam. Mas agora tá difícil de sarar. Segunda ela vai fazer mais um exame.

;)

Filipe Garcia disse...

Olá Laysla,

é bem verdade isso de que, às vezes, a gente gosta da situação; sofrer parece uma carga que, obrigatoriamente, temos que carregar. Mais fácil seria se tivéssemos a iniciativa de sacudir a tristeza e começar um passo de cada vez, pintando a felicidade aos poucos.

Gostei do texto. Fácil da gente se identidicar.

Beijo.

Paz... disse...

'De um lado, imersa em suas verdades escondidas em si. Enquanto o outro lado buscava uma resposta.'

e nunca acha as respostas...

=*

Jaya disse...

Medo e incompreensão, Laysla. Sei sim do que se trata. Sou vítima, por vezes. Mas sabe? Não gosto, não. Quando me vejo assim, eu corro lá fora. Pulo os muros. Faço meus rabiscos. Tomo emprestadas cores dos meus, e me pinto outra vez. Não gosto do desbotar.

Eu desejo é que ela arranque as raízes, e que no lugar das incertezas, se faça um jardim em flores. Pra gente poder borboletear, e apreciar os perfumes que ela talvez tenha deixado perder. Que ela encontre essência.

Beijo pra você.

~> Camila <~ disse...

Algum outro lado meu também busca resposta...
MAs nem sabe as perguntas ainda! =/

Confuso né!
haa

beijooo