terça-feira, 29 de julho de 2008

Um bate papo?

Oi pessoal! Queria vir conversar há algum tempo ...
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Infelizmente, passei um tempo sem poder vir dar a atenção merecida ao 'Simples ...' e eu estava com um nó na garganta [e nos dedos] que só passaria quando viesse me explicar um pouquinho melhor e, claro, falar umas outras coisas. Eu passei um tempo bacana dependendo de outros computadores que não o meu, por problemas característicos da tecnologia não muito avançada, como é o caso do meu computador. Aderi a lan house por alguns dias, como alguns de vocês já sabem. Os recados estavam escassos e as visitas então! Eu precisava vir dar uma ênfase a isso e dizer que estou muito, mas muito satisfeita em estar de volta. Escrevendo, lendo, sendo lida! Eu senti saudades daqui, mesmo. Bom, o visual desse espaço mudou, como viram. E, eu quero falar disso. Esse template já me causou algumas dores de cabeça ... Acreditem! Na escolha de algo mais bem feito, mais organizado, não sei, escolhi este. Já surgiram umas idéias referentes à voltar com o modelo que tinha à princípio. É que, apesar de ter gostado bastante do 'geral' desse modelo, há detalhes que não me agradam. Dos lápis eu gostei bastante, achei um charme. Mas, o rosa bebê e eu não temos empatia, mesmo. Mas, tudo bem! Vamos nos adaptando, certo?! Não acho muito bacana ficar trocando e trocando e trocando ... e trocando. Eu quero dizer que, continuo contando sempre com as visitas, tão queridas, que fazem por aqui! Então, se as postagens por acaso vierem a demorar, fiquem sabendo que não esqueci daqui. Tenho preferido dar uns 3 à 4 dias a cada postagem, pra organizar minha mente em 'comentários-postagens-leituras-escritas' e afins. Adoro isso aqui. E se eu soubesse o quanto é bom, teria começado antes! Recebi alguns selos, coisa que me encanta, de amigas como a Mi, do O diário de Marin Jones, da , da Má, do Dialeto da Paz ,e com a ajuda da mesma, consegui exibí-los em slides, na coluna lateral. Numa postagem próxima, irei repassá-los! Fico agradecidíssima, mesmo. É muito bom saber que pessoas que escrevem tão bem, leêm também o que me disponho a mostrar. Nada mais satisfatório que um carinho de pessoas que se tornaram tão queridas! O même abaixo, recebi como tarefa da Má, pra responder. Acho um barato coisas do tipo! Apesar da dificuldade para responder, cá está ele ...

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1. Escolher banda/artista: Chico Buarque (embora tenha pensado em Los Hermanos).

2. Responder somente com os títulos das canções (onde me permiti enfatizar com mais de um título).

Descreva-se: Logo Eu?
O que as pessoas acham de você? Sentimental / Essa Moça Tá Diferente.
Descreva seu último relacionamento: Passou.
Descreva a atual relação: A Mais Bonita / O Meu Amor / Até o Fim ...
Onde queria estar agora? A Cidade Ideal.
O que você pensa sobre o amor? Você, Você ...
Como é sua vida? Leve.
Se tivesse direito a apenas um desejo: Viver do Amor.
Uma frase sábia: Amanhã, ninguém sabe.
Uma frase para os próximos: Todos Juntos!

3. Indicar 5 pessoas para responder ao próximo même.

Indico à
Mi e a Cá, e deixo em aberto para quem mais quiser responder, okay?!


Bom, pessoal, acho que é só. Agradeço sempre por cada carinho.
Um grande, grande beijo! É sempre muito bom falar com vocês.

sábado, 26 de julho de 2008

Dois sóis num dia.

Eu ando pensando muito na inteireza de nós dois, porque com a chegada dela, sinto-me como um quebra-cabeça montado e colado, por completo. É indescritível o calor que ela transmite a mim a cada vez que sorri. Quando me beija quente como fogo queimando um papel e depois vem se achegando devagar até deitar-se em meu colo. Francamente, eu ainda não havia reconhecido esta minha necessidade. Talvez eu a estivesse esperando, mas deixava subentendido a mim mesmo, afinal, sempre estive entretido com aquelas benditas saídas com os amigos, onde todo mundo bebia e cantarolava embriagadamente. Porém, a sensação de breu sempre era presente quando era hora de dormir, ou acordar. O sol nunca passara da janela para dentro. Até que ela surgiu. Hoje todos os meus ideais estão sendo sutilmente modelados. Na verdade, eu sabia que a encontraria, mais cedo ou mais tarde, descartando qualquer voz que predestinava o meu caminho ao caos. Ela não é um astro qualquer! Depois que ela surgiu, o sol não só ultrapassa as janelas e cortinas, como deita e acorda ao meu lado todos os dias.


Leve, levemente inspirado em 'Segundo Sol' interpretado por Cássia Eller.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Segunda porção.

Clarissentindo.
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Que Eduardo doava-se com facilidade, Clarisse já havia percebido. Um homem belo como nenhum outro, romântico com todas as suas proezas e com uma leve pitada de divertimento, não era tão simples de encontrar. Quando Clarisse lia seus livros de romance, senti-se lendo o próprio Eduardo. Ouvindo tantas palavras doces e contentes vindas dele, ela sentia uma necessidade, bonita até, de ficar e silêncio e ouvir apenas a musicalidade como as palavras, uma a uma, saíam em perfeita sintonia. Assim o encantamento mantinha-se solto, livre. Clarisse sentia-se responsável por cultivar todo e qualquer momento que estivessem juntos. Passava parte do tempo pesquisando sobre bons filmes, daqueles que misturam beijos e sorrisos. Preparava receitas que havia aprendido com sua mãe quando menina. Clarisse sempre se lembrava das vezes em que sua mãe dizia que se conquistava um homem também pelo estômago [mal sabia a mãe de Clarisse que, com todo encanto que tinha, nem ao menos precisava saber cozinhar]. Eduardo era romântico e sempre manteve vivo um ‘Q’ de juventude por dentro. Era como um homem e um menino ao mesmo tempo. Ainda que quisesse [e ela não queria], Clarisse não poderia livrar-se do novo gosto que Eduardo deixara em sua alma. A chegada de Eduardo, de tão necessária, fez com que a casa de Clarisse sorrisse outra vez. Faziam amor com paixão, preenchiam com aquele tato doce, puro, e assim descobriam-se ainda mais. Num encontro, um dia desses, Eduardo levou flores. O coração de Clarisse quase saltara pela boca. Todo o cuidado que tivera para preparar o jantar, escolher minuciosamente um filme e perfumar a casa com os seus incensos, parecia-lhe terem sido gestos recompensados quando olhava para olhos contentes de Eduardo com aquelas flores amarelas nas mãos. Em meio a uma situação tão nova e tão bela, as palavras não ousavam sair. Talvez Eduardo sentisse falta, uma falta quase que irreparável, dessas tais palavras. Clarisse culpava-se por isso. Eduardo doava-se tanto. Falava de sua família, de suas molecagens de criança, sobre a bagunça que já haviam causado em sua vida... Enquanto ela ouvia, apenas. Ouvia-o com um olhar de admiração, embora as poucas palavras não deixassem transparecer. Quando não se encontravam, Clarisse deitava-se mais cedo. Com seu abajur aceso, lia alguns dois ou três capítulos de um de seus livros e quando ia dormir, como se a leitura a tivesse inspirado, imaginava todo um conto em seu pensamento tratando do que havia de acontecer entre ela e Eduardo. Toda aquela transparência que Clarisse via nele, a mantinha ainda mais atraída. Enquanto Eduardo andava vagaroso da cozinha até a sala, com suas meias ‘brancas-pretas’ ainda nos pés por causa do frio, e voltava com mais uma garrafa de vinho branco nas mãos, Clarisse notava cada detalhe de movimento e expressão. Embora não se expressasse com atitudes comuns de agrado, crescia nela uma imensa necessidade da presença de Eduardo. Um medo, um receio qualquer de perder o tinha encontrado por puro acaso (?), era o que a fazia agir com tamanha delicadeza. Carregava esse presente como objeto de louça. E ainda que a razão dissesse a ela que Eduardo precisava de alguém tão claro e simples como ele, Clarisse não podia deixá-lo. Não podia porque, embora levemente perdida em meio a tanta entrega e paixão, ela via-se completamente arrebatada por ele.
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Acontece que, como diria Fernando Anitelli:
Os opostos de distraem, os dispostos se atraem.

sábado, 19 de julho de 2008

Primeira porção.

Eduardoando.
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O silêncio de Clarisse era o que o perturbava, nada além disso. Não o silêncio em si, mas o mistério encantador que ela tinha ao falar pouco e baixo, como se qualquer gesto impulsivo ou inesperado fosse capaz de quebrar a delicadeza como ela se expressava. Tímida, acanhada. Uma perturbação gostosa de sentir. Tão palatável ela era, Eduardo precisava sentí-la, tocá-la. Essa abstração a qual chamavam de relacionamento não havia o satisfeito por completo, não ainda. Parecia-lhe tudo muito contrário ao que ele estava acostumado. As outras mulheres por quem Eduardo havia se apaixonado, por um processo ou por um simples ‘estalo’, eram diferentes de Clarisse. Para ele, era como se Clarisse não tivesse sido criada na presença de outras mulheres, não por não ter feminilidade, mas por não apresentar nenhum daqueles pequenos defeitos aparentes em algumas mulheres. Clarisse não tinha nada em comum com elas. Enquanto as outras, as quais ele tinha conhecido, faziam sexo e esqueciam seus brincos, na espera árdua de tudo aquilo que Eduardo pudesse oferecer, Clarisse não demonstrava inclinação, não da maneira que Eduardo estava acostumado a ver. Dia desses, num domingo, quando jantaram na casa de Clarisse, Eduardo levou flores. Alguns botões de rosas amarelas que, como ele julgava, pareciam-se com Clarisse. Tinham quase a mesma cor que ela. Um amarelo como a cor de sua presença. Amarelo tímido e cativante esperando por desabrochar. Quando entregou as flores a ela, ao invés de presenciar uma reação estridente, como era comum presenciar devido as suas experiências amorosas, Clarisse apenas sorriu e, depois de abraçá-lo, agradeceu com o olhar. Foi quando o sorriso de Eduardo tornou-se tão amarelo quanto as flores. O que é que tinha em Clarisse? O que havia nela que despertasse em Eduardo esse desejo de ficar e conhecer? Ele sentia-se cativado, como um daqueles piratas amadores que encontraram um mapa de tesouros e, embora com medo, vê-se destinado a ir até o fim. Quando anoitecia, Eduardo sentava-se na varanda, Clarisse era a única que ocupava-lhe a mente. Ouvindo Blues e a cada nova tragada de seu cigarro, as características de Clarisse, uma a uma, rondavam-lhe o pensamento. Ela gostava de sol e lia muito. Eduardo achava bonito. Achava bonita a forma como as cores do cabelo dela e do Sol sobrepunham-se na foto da estante do quarto e, como em todos os dias que a visitava, passava os dedos sobre aquele universo de livros sem que ao menos um estivesse empoeirado. Tudo que Eduardo podia fazer era observá-la. Analisar a fundo o que via, o que cheirava e o que comiam quando ela preparava o jantar. Assim, ele a conheceria mais, afinal, Clarisse era um anjo de poucas palavras. O mais engraçado para Eduardo era a iniciativa que Clarisse tinha ao escolher um filme para verem juntos, e até mesmo o que ela fazia na cozinha. Isso porque quando fazia essas tarefas, apesar de não pedir a opinião de Eduardo, tudo parecia escolhido a dedo por ele. A semelhança nos gostos e a maneira sutil como Clarisse expressava-se, aguçava mais e mais a [curiosa] paixão de Eduardo. Embora levemente perdido em meio a tanta doçura e mistério, ele via-se completamente arrebatado por ela.

domingo, 13 de julho de 2008

À minha estrela ‘G’uia.

Ainda que ninguém houvesse me ensinado, pude criar em mim, pouco a pouco e a cada observação do céu, uma definição da essência das estrelas. Sim! Dessas coisas que criamos sem qualquer motivo especial, apenas criamos.
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Esta essência era como um misto de fantasia e sonho. No entanto, afirmo que se algum dia resolverem olhar as estrelas com os meus olhos, chegarão a uma conclusão semelhante.
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Aprendi a considerar as estrelas como guias (e ‘guia’ também começa com ‘G’). Se qualquer dia então eu me perder num lugar que desconheço, sua presença me manterá segura em relação ao caminho que devo seguir. Estrelas iluminam, de fato, e esta é uma de suas características mais indescritíveis... Embora sejam imensas, são humildes a ponto de apresentar-nos sua luz em forma de minúsculos pontos.
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Elas dançam em par com o pensamento de quem as observa. Estrelas encenam peças sutilmente. Nem gás, nem plasma, nem olhos de meninos índios as descrevem exatamente como são. O significado é expresso pela definição que cada um ousou criar. E, diante a minha criação, desejei uma estrela. Impossível? Não! Nada que tenha sido criado pela alma julgo impossível.
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Como mágica, numa dessas noites o céu me sorriu... Havia caído uma estrela do céu! Tão perto e com tamanha leveza caíra que pude apanhá-la! Tal mágica manteve-me sem crer por algum tempo. Por que eu?! Embora fosse o meu maior desejo, não acreditava ser digna deste presente. Mas, à medida que o tempo passava, percebi que só o Pintor daquela arte de céu noturno poderia julgar meu merecimento.
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Por sorte, ele escolheu a mim para cuidar dessa luz, desse brilho desmedido que ilumina até mesmo onde não alcança. Queria-a como guia, pra que eu não me perdesse. Como luz, resplandecendo o caminho... E exatamente assim foi que ela veio a mim.
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Guardei a estrela em um lugar seguro e hoje ninguém pode tomá-la de mim. Não faltou direção, não faltou luz, desde que esta estrela caiu em minha alma. Palavras sábias as de Mario Quintana: Que triste os caminhos se não fora a mágica presença das estrelas!
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E ainda ousam dizer que estrelas morrem quando deixam de brilhar no céu ...
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Ah, se eles soubessem!

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Nessas férias, vá para Paraty.

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O que faz com que eu não esqueça aquele lugar? Ah, eu também não sei o que é exatamente. Desde quando eu era muito menina, acompanhava o meu pai nas viagens pra lá; em todas as férias, feriados e alguns fins de semana e nunca imaginei que um dia nasceria essa paixão por aquela cidade. Não sei qual foi a primeira praia que visitei, nem a primeira cachoeira. Tudo naquele ‘canto do mundo’ me parecia muito comum. Resumia-se em visitas aos familiares paternos e só. Eu não entendia nada, não enxergava nada de envolvente naquilo. Porém, desde aquele tempo ficava empolgada em ir porque encontraria minhas primas, por exemplo; e uma em especial. Íamos pra praia com os nossos pais sempre que eu chegava. Era divertido, embora brigássemos o tempo todo. Mas, perfeito! Coisa de criança. Um simples ponto de partida para que eu sentisse o que sinto hoje em relação a tudo isso. Hoje, quando as viagens deixaram de ser freqüentes como antes, queria estar por lá em todos os feriados e férias. Quem me dera pudesse dar um mergulho naquele mar nas manhãs de sábado e domingo. Irmos pra cachoeira, qualquer uma delas, pra revitalizar durante a tarde. Queria poder visitar minha família sem ter hora pra voltar pra casa. Queria apresentar as minhas pessoas especiais daqui às minhas pessoas especiais de lá. Mostrar as praias, cachoeiras, ruas e sorrisos que embalaram muitas das minhas viagens à Paraty. Dividir dessa minha paixão com as pessoas que eu amo e estão por perto, junto com as que eu amo e estão longe ...






Ilha do Cedró.