terça-feira, 16 de setembro de 2008

Seis versos.

-
- É puro clichê! - há quem ache.
-
Que se torne piegas, até!
-
Afinal, é o que me invade.
-
-
Atento que o amor não se cale!
-
Alimento-me dessa doce realidade.
-
Sabor de sonho. O oposto de uma miragem.


sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Nenhum homem é uma ilha.

As pessoas, seja onde for, andam em busca da tão sonhada felicidade. Nas músicas, nos filmes, nos desenhos da Walt Disney, todos estão sempre em uma busca árdua por esse sentimento ou essa sensação, como queira. E agora (ou de um bom tempo pra cá) as pessoas “reais” também o fazem. Passeiam, andam, correm, logo voam atrás de indícios de alegria, grãozinho por grãozinho, com a expectativa de criar o pacote ‘felicidade’ de uma vez por todas.
-
Acontece que, vira e mexe, algumas se dão conta de que nem tudo é alegria o tempo todo. E, sejamos francos, realmente não é. Mas, isso não vem a ser um problema. A reflexão é voltada para a questão: ‘A felicidade é feita apenas de bons momentos?’.
-
Eu não posso vir e dizer a você: ‘Amigo, felicidade é... ’, isso porque cada um tem seu conceito sobre, e o que considero como tal pode não ser significativo senão pra mim. Mas, sabe, é sempre válido considerar novas idéias.
-
Ontem, por exemplo, assisti a um filme chamado
Um Grande Garoto. O filme, observado por certo ângulo, trata exatamente sobre essa busca constante por alegria. E o que mais chamou a minha atenção, foi que o brilhante escritor (o qual ainda não conheço) da estória tratada neste filme findou com uma frase clímax: Nenhum homem é uma ilha. Está aí, mais uma idéia acrescentada! Eu também acredito que nenhum homem seja uma ilha.
-
Ninguém preenche-se a si só. E essa é uma das partículas que acredito montar a chave para ser feliz. Sabe, eu acredito nos detalhes ... Nos olhos, nos ouvidos, nos cheiros. E reconheço que eles venham a falhar em algo (como já falharam), cedo ou tarde. E é onde eu respondo pra mim mesma a pergunta: ‘A felicidade é feita apenas de bons momentos?’. Eu respondo ‘não!’. Porque, pra mim, não é a busca seca que traz a alegria. Mas a alcançamos quando não desconsideramos o ‘caminho feliz’ por conta de um erro e continuamos dali em frente.
-
O que quero dizer é que o que me faz feliz é quando vejo que concertei, aprendi, restitui. Adicionei uns condimentos indispensáveis e tudo tem saído no ponto! A minha felicidade não é feita de momentos bons, apenas. Quando me senti só, reconheci que precisava de alguém e pude fazer algo por esse.
-
Quando errei, fui tentando concertar das beiradas até o centro. E, pouco a pouco, descartei a idéia de
ter felicidade, e recorri a de fazer parte dela. E você?! Qual tem sido o seu conceito de felicidade?!
-

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Primavera.

O novo caminho a espera de um desfecho.
No abraço, no beijo, ou na simples troca de olhares.
E apesar d’outros pesares, era pr’eu acreditar.
-
Na distração, conseqüência duma inconseqüência vã,
Desconheci um amanhã, no destino que me via.
Ali o amor me sorria. Não o vi, deixei passar.
-
Da busca, complexo fator do tempo [que não existe]:
A ausência do momento ecoou o grito seu
Dentro do peito meu. Saudosa a sua imagem.
-
O preto e o branco, em cores deviam transformar-se.
E se todo o tudo voltasse, me pintaria de mudança,
Recriando uma esperança, a que um dia lhe tomei.
-
De presente, boca boa, bons ouvidos.
Pra que eu abrisse o sorriso, uma boa voz como a sua.
A rua brotando indícios de que a primavera chegou!
-
E hoje desfiz os nós, me fiz e mais:
Reconheci os seus sinais. Daquilo que eu não conheci,
Reconheci em sua chegada, em sua estada em meu aqui.
-
Aperto as mãos desse destino. Concedidas foram as desculpas.
Morta toda aquela culpa. Janela aberta,
Onde agora entra a primavera, pra não sair jamais.
-
-
Escrevi essa poesia há alguns dias, ao Gabriel, o meu amor-amigo. E nada mais cabível do que postá-lo nesse momento, onde comemoramos os 365 dias mais completos de ambos. Tentei escrever outras coisas, rascunhei, rabisquei e reescrevi, mas nenhuma palavra fez juz ao tamanho e força desse meu sentimento. Então, resta dizer que não existem as tais palavras, mesmo. E, Gabriel, obrigada por essa paz que me proporciona sentir ao seu lado. Eu te amo e de todo o tudo você já sabe! Esse é o primeiro, de todos. A primavera já entrou.
-
-
'Eu me lembro, em setembro, conheci o meu homem.'
Los Hermanos.