Pelo seu bem, pelo nosso, peço que veja a mim exatamente como sou. Vista suas lentes e afaste-se da neblina que há nesse ponto tão alto. Quero que reconheça-me sem imagens, sem pintura. Sinta meus cabelos molhados e toque minha alma, nua. Rasgue os tecidos, tire o pó, esfregue seus olhos. Partamos da realidade. Que esse ponto de partida seja tudo o que houver de real, de mais concreto. Talvez não haja devaneio sem que antes haja o palpável, o concreto. O reflexo da nossa realidade é que dá luz aos nossos sonhos. Sonhos esses que não nos remetem a qualquer risco. Nesses sonhos não estaremos sujeitos a nenhuma decepção sequer. Peço a você que não hesite em enxergar e distinguir. Não deixe nunca de me ver! Veja-me e, assim, apaixone-se por mim todos os dias, se o que os seus olhos virem em mim for ainda o que te encanta e o que você quer para sempre.
sobre o afastamento.
3 semanas atrás


