Você pede: "Fale qualquer coisa!". E me lança olhares fixos de quem pede por algo que o impulsione. Olhares que pedem por um sinal de que está sendo ouvido. E eu não te falo. Eu não te dou. Porque mesmo as coisas mais simples, sim!, as mais simples coisas que diz parecem-me tão inalcançáveis a ponto de silenciar-me; a ponto de tirar-me a coragem de falar o que quer que seja. Surge um medo sutil de borrar as linhas que saem de sua boca com tamanha propriedade, que eu não falo. E não ... Eu não pretendo que isso enraize. Sei que não gosta. Sei que espera mais. E ainda que pareça-me tamanho atrevimento, um dia ainda lhe respondo qualquer coisa que, simplesmente, signifique: "Sim, ela ouve. Ela ouve!". Ou mais que isso.
sobre o afastamento.
3 semanas atrás

